Matérias-primas naturais e suas funções nos desodorantes artesanais
Descubra como funcionam os desodorantes naturais, quais são as principais matérias-primas naturais usadas nas formulações artesanais e como cada ingrediente age na pele para controlar o odor, respeitando o equilíbrio do corpo.
O que é um desodorante natural e como ele funciona?
Antes de falar ingrediente por ingrediente, é importante entender o que é, de fato, um desodorante natural e qual a diferença dele para um antitranspirante convencional.
Desodorante x Antitranspirante: qual a diferença?
- Desodorante: controla o mau odor causado pela decomposição do suor pelas bactérias presentes na pele. Não bloqueia o suor, apenas trabalha sobre o cheiro.
- Antitranspirante: reduz a produção de suor, geralmente por meio de sais de alumínio que formam uma espécie de “tampão” temporário nos poros das glândulas sudoríparas.
Os desodorantes naturais artesanais, em geral, NÃO são antitranspirantes. Eles:
- permitem que o corpo sue naturalmente (suor é um processo saudável e necessário),
- atuam controlando o crescimento de bactérias que causam o odor,
- ajudam a neutralizar o cheiro do suor,
- podem absorver parte da umidade, deixando a axila menos úmida.
Por isso, ao formular um desodorante natural, é essencial escolher matérias-primas que atuem em pelo menos três frentes:
- Ação desodorizante (antimicrobiana e/ou antiodor)
- Controle de umidade (absorventes suaves)
- Cuidado com a pele (hidratação, cicatrização e equilíbrio da barreira cutânea)
Principais matérias-primas naturais usadas em desodorantes
A seguir, veja as matérias-primas naturais mais utilizadas na cosmética artesanal para desodorantes, suas funções, benefícios e pontos de atenção.
1. Bicarbonato de sódio
O bicarbonato de sódio é um clássico dos desodorantes naturais artesanais. Ele ajuda a neutralizar odores graças ao seu caráter levemente alcalino e à capacidade de interferir no ambiente em que as bactérias se desenvolvem.
Funções principais
- Neutralização de odores: reduz o cheiro desagradável do suor.
- Ação levemente antisséptica: dificulta a proliferação de algumas bactérias.
Cuidados importantes
- pH muito alto pode irritar a pele, principalmente axilas mais sensíveis;
- em formulações modernas, costuma-se usar menos bicarbonato, combinando com outros ativos desodorizantes mais suaves.
Faixa de uso segura em desodorantes sólidos: de 2% a 8%, dependendo da sensibilidade da pele e da presença de ativos desodorizantes complementares (como citrato de trietila, citrato de zinco, óleos essenciais, etc.).
2. Amido (milho, mandioca, arroz) e argilas
Os amidos naturais (como amido de milho, de mandioca ou de arroz) e algumas argilas cosméticas (como argila branca) são usados para controlar a umidade sem bloquear totalmente a transpiração.
Funções principais
- Absorção de umidade: reduzem a sensação de “axila molhada”.
- Toque seco: ajudam a deixar a formulação mais agradável, menos oleosa ou pegajosa.
- Em alguns casos, como a argila branca, trazem também ação suavizante e levemente purificante.
Faixa de uso em desodorantes em pasta ou bastão: geralmente de 10% a 30%, combinando um ou mais tipos de amido e/ou argila.
3. Manteigas vegetais (karité, cacau, cupuaçu)
As manteigas vegetais são a base gordurosa de muitos desodorantes em bastão ou em pasta. Elas nutrem, protegem e dão estrutura à formulação.
Funções principais
- Hidratação e nutrição da pele das axilas, que costuma ser mais sensível.
- Barreira protetora suave, ajudando a reduzir atrito e irritação, especialmente após depilação.
- Consistência: ajudam a dar firmeza ao desodorante sólido.
As mais usadas em cosméticos artesanais são:
- Manteiga de karité: emoliente, rica em ácidos graxos, ideal para peles sensíveis.
- Manteiga de cacau: mais firme, ajuda a estruturar o bastão, confere toque aveludado.
- Manteiga de cupuaçu: excelente capacidade de retenção de água, muito condicionante.
Faixa de uso combinada: de 10% a 30% da formulação, dependendo do tipo de desodorante (bastão mais firme, pasta mais cremosa, etc.).
4. Óleos vegetais (coco, girassol, semente de uva, jojoba)
Os óleos vegetais entram como fase oleosa líquida, ajustando a textura, melhorando o espalhamento do desodorante e trazendo propriedades de cuidado com a pele.
Funções principais
- Veículo para ativos lipossolúveis (como alguns óleos essenciais).
- Emoliência: ajudam a manter a pele macia e confortável.
- Equilíbrio de textura: evitam que o desodorante fique duro demais ou esfarele.
Alguns óleos especialmente interessantes:
- Óleo de coco: sensorial agradável, fácil de encontrar; possui leve ação antimicrobiana, mas em excesso pode deixar o produto muito mole em climas quentes.
- Óleo de girassol: leve, bom custo-benefício, rico em vitamina E.
- Óleo de semente de uva: leve, de rápida absorção, bom para peles oleosas ou sensíveis.
- Óleo de jojoba (na verdade, uma cera líquida): ajuda a equilibrar a oleosidade e tem excelente compatibilidade com a pele.
Faixa de uso combinada: de 5% a 20% da formulação, conforme a textura desejada.
5. Ceras naturais (abelha, candelila, carnaúba)
As ceras naturais são responsáveis por dar estrutura aos desodorantes em bastão, evitando que derretam facilmente e ajudando no deslizamento sobre a pele.
Funções principais
- Estrutura e firmeza do produto.
- Resistência ao calor: importante em países de clima quente.
- Formação de filme suave sobre a pele, ajudando a reduzir o atrito.
Ceras mais comuns:
- Cera de abelha: muito usada em formulações artesanais, toque agradável.
- Cera de candelila e cera de carnaúba: opções vegetais (vegans), mais duras, usadas sozinhas ou em combinação.
Faixa de uso: normalmente entre 5% e 15%, ajustando de acordo com o ponto de fusão desejado.
6. Álcool de cereais e hidrolatos
Em desodorantes naturais em spray, em vez de bases sintéticas, muitos artesãos utilizam álcool de cereais e hidrolatos (águas aromáticas).
Álcool de cereais
- Função antimicrobiana: inibe o crescimento de bactérias que geram o mau cheiro.
- Veículo para óleos essenciais: ajuda a solubilizar fragrâncias naturais.
É preciso cuidado, pois o álcool em excesso pode ressecar a pele. Por isso, costuma-se combinar com:
- Hidrolatos (hidrolato de hamamélis, lavanda, rosa, tea tree etc.),
- Glicerina vegetal em pequenas quantidades, para dar maciez.
Hidrolatos
Os hidrolatos são subprodutos da destilação de óleos essenciais, contendo moléculas aromáticas em concentração bem mais baixa e com pH levemente ácido, em geral agradável à pele.
Funções dos hidrolatos em desodorantes:
- Suavizantes e calmantes (ex.: lavanda, camomila, rosa).
- Adstringentes leves (ex.: hamamélis, alecrim).
- Aromáticos, conferindo um perfume sutil e natural.
Faixa de uso: em sprays, a fase aquosa (hidrolato + água destilada, se houver) pode representar de 50% a 80% da formulação total.
7. Óleos essenciais com ação desodorizante
Os óleos essenciais são muito valorizados na perfumaria natural e na cosmética artesanal, pois além de perfumar, muitos têm ação antimicrobiana e desodorizante.
Óleos essenciais frequentemente usados em desodorantes
- Tea tree (melaleuca): forte ação antimicrobiana, muito comum em formulações desodorantes naturais.
- Lavanda: calmante, levemente antimicrobiana, ótima para peles sensíveis.
- Palmarosa: conhecida na cosmética natural por sua ação desodorizante e reguladora de odores.
- Alecrim: estimula, promove sensação de frescor, tem ação purificante.
- Sálvia: muito utilizada tradicionalmente para controlar suor e odor (uso com cautela e em baixa dosagem).
- Limão, laranja, tangerina (cítricos): aromáticos e refrescantes, mas exigem cuidados com fotossensibilização (em geral, evitar exposição ao sol imediato na área aplicada, ou usar versões destiladas e óleos com baixa fototoxicidade).
Faixa de uso segura em desodorantes corporais: em geral de 0,5% a 1,5% da formulação total. Em peles muito sensíveis, tende-se para a faixa mais baixa (0,5% a 1%). Sempre observar contraindicações específicas de cada óleo essencial.
8. Ativos minerais suaves: óxido de zinco não nano, citrato de zinco, trietil-citrato
Alguns ativos minerais e derivados naturais são muito eficientes para controlar o mau odor sem bloquear a transpiração e sem alterar demais o pH da axila.
Óxido de zinco (não nano)
- Utilizado em cosmética natural para peles sensíveis, assaduras e irritações leves.
- Em desodorantes, ajuda a suavizar, secar e proteger a pele.
Faixa de uso em desodorantes: geralmente de 2% a 10%, dependendo da proposta e sensorial desejado.
Citrato de zinco e trietil-citrato
São ativos frequentemente aceitos em formulações de desodorantes naturais modernos, com perfil mais suave que o bicarbonato de sódio, pois atuam diretamente no processo de formação do mau odor, reduzindo a degradação enzimática do suor pelas bactérias.
- Trietil-citrato (triethyl citrate): derivado do ácido cítrico, ajuda a inibir enzimas bacterianas envolvidas na decomposição do suor.
- Citrato de zinco: combina o zinco com o ácido cítrico, auxiliando na redução de odores e com bom perfil de segurança.
Faixa de uso típica: de 2% a 8%, conforme o ativo e orientação do fornecedor.
Como as matérias-primas naturais atuam juntas na axila
Em um desodorante artesanal bem formulado, não é um único ingrediente que faz tudo. É o conjunto de matérias-primas que traz eficácia, conforto e segurança de uso.
Combinações comuns e seus objetivos
- Controle de odor: óleos essenciais (melaleuca, palmarosa, lavanda), bicarbonato em baixa quantidade, trietil-citrato, citrato de zinco.
- Absorção de umidade: amidos (milho, mandioca, arroz), argila branca, óxido de zinco não nano.
- Cuidado da pele: manteigas (karité, cacau, cupuaçu), óleos vegetais (girassol, semente de uva, jojoba), hidrolatos calmantes (lavanda, camomila).
- Estrutura: ceras (abelha, candelila, carnaúba) para bastões e pastas firmes.
Ao equilibrar bem esses grupos, é possível criar um desodorante natural eficaz, com bom sensorial e alinhado a uma proposta de cosmético mais limpo e gentil com a pele.
Formulação exemplo: desodorante natural em bastão (50 g)
A seguir, uma receita base de desodorante natural em bastão, pensada para ser mais suave, com baixo teor de bicarbonato e foco em matérias-primas naturais para peles sensíveis.
Características da formulação
- Textura em bastão firme, mas que desliza bem na pele.
- Sem alumínio e sem parabenos.
- Uso de bicarbonato em baixa concentração (5%), em conjunto com amido, óleos vegetais, manteigas e óleos essenciais desodorizantes.
Composição percentual e em gramas (para 50 g)
Abaixo, os ingredientes com suas quantidades em percentual (%) e em gramas (g) para um lote de 50 g de desodorante.
| Fase | Ingrediente | Função | % | Quantidade para 50 g |
|---|---|---|---|---|
| Oleosa | Manteiga de karité | Hidratação, nutrição, base gordurosa | 15% | 7,5 g |
| Oleosa | Manteiga de cacau | Estrutura, firmeza do bastão | 10% | 5 g |
| Oleosa | Óleo de coco | Emoliência, leve ação antimicrobiana | 10% | 5 g |
| Oleosa | Óleo de semente de uva | Emoliência leve, melhora espalhabilidade | 8% | 4 g |
| Oleosa | Cera de abelha (ou cera vegetal) | Estrutura, firmeza | 10% | 5 g |
| Pó | Amido de milho (ou mandioca) | Absorção de umidade | 25% | 12,5 g |
| Pó | Bicarbonato de sódio fino | Neutralização de odores | 5% | 2,5 g |
| Pó | Argila branca (opcional) | Absorção leve, suavizante | 5% | 2,5 g |
| Ativos | Óleo essencial de lavanda | Calmante, aromático, levemente antimicrobiano | 1% | 0,5 g ≈ 10 gotas* |
| Ativos | Óleo essencial de tea tree | Ação antimicrobiana | 0,5% | 0,25 g ≈ 5 gotas* |
| Ativos | Óleo essencial de palmarosa | Desodorizante, aromático floral | 0,5% | 0,25 g ≈ 5 gotas* |
*A equivalência em gotas é aproximada e pode variar de acordo com o conta-gotas e a viscosidade do óleo essencial. Para maior precisão, o ideal é sempre pesar em balança.
Passo a passo do preparo
Materiais necessários
- Balança de precisão (preferencialmente com 0,1 g de resolução)
- Béqueres ou recipientes de vidro/ inox próprios para cosmética
- Espátula ou colher de inox
- Panela para banho-maria
- Termômetro (opcional, mas recomendado)
- Formas ou moldes para bastão (tubos de desodorante vazios ou moldes de silicone)
- Álcool 70% para higienizar utensílios e superfície
- Luvas descartáveis e touca (para boas práticas de higiene)
Higienização
- Limpar e desinfetar a bancada com álcool 70%.
- Higienizar os utensílios, recipientes e moldes, deixando-os bem secos.
- Prender os cabelos, usar touca e luvas para evitar contaminação.
Fase oleosa (derretimento)
- Pesar a manteiga de karité, a manteiga de cacau, o óleo de coco, o óleo de semente de uva e a cera de abelha (ou vegetal) em um béquer.
- Levar esse béquer ao banho-maria, aquecendo em fogo baixo.
- Mexer suavemente até que todas as ceras e manteigas estejam completamente derretidas e homogêneas.
- Retirar do calor e reservar, mantendo a mistura morna (cerca de 60 °C ou um pouco abaixo).
Fase em pó
- Em outro recipiente, pesar o amido, o bicarbonato de sódio e a argila branca.
- Misturar bem os pós, de preferência peneirando se houver grumos, para obter uma textura bem fina e uniforme.
Incorporação dos pós na fase oleosa
- Com a fase oleosa ainda morna (mas não muito quente), adicionar aos poucos os pós, mexendo constantemente para evitar formação de bolotas.
- Mexer até que a mistura fique bem homogênea, sem grumos visíveis.
Adição dos óleos essenciais
- Deixar a mistura esfriar um pouco (idealmente abaixo de 45 °C) para não volatilizar demais os óleos essenciais e preservar suas propriedades.
- Adicionar o óleo essencial de lavanda, o óleo essencial de tea tree e o óleo essencial de palmarosa.
- Misturar com cuidado até ficar completamente homogêneo.
Envase e resfriamento
- Com a mistura ainda fluida, mas já mais espessa, verter nos moldes ou tubos de desodorante, evitando derramar.
- Dar leves batidinhas no molde para eliminar possíveis bolhas de ar.
- Deixar esfriar em temperatura ambiente até endurecer completamente. Evitar colocar na geladeira imediatamente, para não causar rachaduras na estrutura.
- Após firme, fechar os tubos e deixar maturar por 24 horas antes do primeiro uso, para estabilizar a textura.
Como usar o desodorante natural em bastão
- Aplicar na axila limpa e seca.
- Passar uma fina camada, sem exagero, e espalhar bem.
- Se estiver em processo de transição de um antitranspirante convencional para um desodorante natural, o corpo pode levar alguns dias ou semanas para se adaptar.
Se houver qualquer sinal de irritação ou vermelhidão persistente, suspender o uso, pois pode haver sensibilidade a algum ingrediente (como bicarbonato ou determinado óleo essencial).
Dicas para adaptar a formulação à sua pele
Cada pele tem suas particularidades. Algumas pessoas transpiram mais, outras menos; algumas têm a pele das axilas extremamente sensível. A seguir, algumas sugestões de ajustes de formulação:
Para peles muito sensíveis
- Reduzir o bicarbonato de sódio para 2% ou até retirar completamente.
- Aumentar a quantidade de amido e/ou argila branca para compensar a retirada do bicarbonato.
- Preferir óleos essenciais mais suaves, como lavanda e camomila, em concentrações menores (0,5% a 1% no total).
- Incluir óxido de zinco não nano (por exemplo, 3% a 5%) como aliado à proteção da pele.
Para quem transpira muito
- Aumentar um pouco os ingredientes absorventes (amido, argila), mantendo conforto na aplicação.
- Avaliar a inclusão de trietil-citrato ou citrato de zinco como ativos desodorizantes extras, seguindo a faixa de 2% a 5%.
- Usar blends de óleos essenciais reconhecidos por sua ação purificante e desodorizante, como tea tree, palmarosa e alecrim, sempre respeitando a concentração máxima segura.
Para quem prefere desodorantes em spray
Em vez de um bastão, também é possível optar por um desodorante natural em spray, usando:
- Hidrolato (lavanda, hamamélis, rosa etc.)
- Álcool de cereais (em torno de 20% a 30%)
- Glicerina vegetal (1% a 3%)
- Óleos essenciais em até 1%
Esse tipo de formulação é mais leve, porém exige atenção à conservação microbiológica e ao equilíbrio entre álcool e ingredientes hidratantes para não ressecar a pele.
Boas práticas de segurança em cosmética natural artesanal
Mesmo trabalhando com ingredientes naturais, é essencial seguir algumas boas práticas para produzir um desodorante artesanal seguro e estável:
- Usar balança de precisão e seguir as porcentagens da formulação.
- Manter higiene rigorosa de ambiente, utensílios e embalagens.
- Testar o produto em uma pequena área da pele antes do uso diário.
- Identificar o produto com data de fabricação e composição completa.
- Armazenar em local fresco, ao abrigo de luz e calor excessivos.
- Respeitar as concentrações máximas de óleos essenciais e ativos recomendadas pelos fornecedores.
Quando se trabalha para fins comerciais, é importante conhecer também a legislação de cosméticos do seu país e, se possível, contar com a orientação de um profissional habilitado (como farmacêuticos e químicos) para validação e regularização das fórmulas.
Conclusão: escolhendo conscientemente seu desodorante natural
Os desodorantes naturais representam uma alternativa interessante para quem busca cosméticos mais gentis com a pele e com o meio ambiente. Ao conhecer as matérias-primas naturais e suas funções — como amidos, manteigas vegetais, ceras, óleos vegetais, óleos essenciais, hidrolatos e ativos minerais suaves — fica mais fácil entender o rótulo e fazer escolhas conscientes.
Cada ingrediente tem um papel importante: uns controlam o odor, outros absorvem umidade, outros ainda cuidam da pele sensível das axilas. O segredo está em buscar um equilíbrio entre eficácia, conforto e respeito ao funcionamento natural do corpo.
Para quem se encanta pelo universo da cosmética natural artesanal, formular o próprio desodorante é também uma oportunidade de autoconhecimento: observar como a pele reage, ajustar porcentagens, trocar ingredientes e, aos poucos, chegar a uma combinação que funcione de verdade para o dia a dia.
Com informação de qualidade, cuidado na escolha das matérias-primas e atenção às boas práticas de produção, é possível criar e utilizar desodorantes naturais eficazes, seguros e agradáveis, alinhados a um estilo de vida mais consciente e sustentável.

